23.3.06
Mau estacionamento ou Doping?!?
Sexta-feira, dia 18 de Março de 2006, por volta das 2h00 da manhã, quando, como às vezes acontece encontramo-nos todos em stº amaro [ao lado do posto (centro de saúde se alcântara)] para nos lambuzarmos com um dos pequenos "grandes" prazeres da vida... Bolos acabadinhos de fazer!!!
Metade de nós decide ir ao "Loft", e com isto cito: Diogo, Marco, Nhonhas e Tânia (que por acaso se encontrava entre nós numa das raras noites em que isso acontece)... ficando a outra "metade": Eu e o Migas dentro da viatura deste último com a companhia de todos os dias de fim-de-semana: a "Música" - sim... esta coisa magnífica que nos faz dançar!
Estavámos nós a "curti-la" no carro do Migas (Citröen Xsara) quando a 20 metros de onde nos encontrávamos estava a minha viatura (Fiat Punto) a ser rebocada na maior das calmas do mundo!
Aquando do nosso momento de amena cavaqueira e concentração na "música", reparámos nuns pirilampos laranjas que ininterruptamente giravam mesmo a 20 metros de nós. O que nos levou a pensar: "Epah! Este pessoal do lixo já tá à bué da tempo nos bolos man!".
E cagámos na cena...
Ora...
4h00 da manhã...
Qual não é o meu espanto quando ao sair da viatura do pequeno Migas vejo que no espaço em que deixei o meu bólide, existe nada mais nada menos que... ar.
FDX...
Alerta!!!
Não pode ser!!!
- "Pah! o meu carro ???"
- "Não acredito!"
Resultado: conta bancária reduzida em 90€ (50€ do reboque, 10€ por dia no parque da polícia mais 30€ de multa de mau estacionamento, que ainda falta pagar!).
Ilações a tirar:
1- não deixar o carro num sítio onde os carros e os elétricos passem à vontade mas os elétricos ENORMES que andam a fazer a verificação das linhas (que aposto que não é todos os dias) não o façam.
2- quando lampiões giram sem parar durante cerca de 2h ao pé do nosso carro... vão ver o que é. Pode ser que seja importante, quem sabe!
Metade de nós decide ir ao "Loft", e com isto cito: Diogo, Marco, Nhonhas e Tânia (que por acaso se encontrava entre nós numa das raras noites em que isso acontece)... ficando a outra "metade": Eu e o Migas dentro da viatura deste último com a companhia de todos os dias de fim-de-semana: a "Música" - sim... esta coisa magnífica que nos faz dançar!
Estavámos nós a "curti-la" no carro do Migas (Citröen Xsara) quando a 20 metros de onde nos encontrávamos estava a minha viatura (Fiat Punto) a ser rebocada na maior das calmas do mundo!
Aquando do nosso momento de amena cavaqueira e concentração na "música", reparámos nuns pirilampos laranjas que ininterruptamente giravam mesmo a 20 metros de nós. O que nos levou a pensar: "Epah! Este pessoal do lixo já tá à bué da tempo nos bolos man!".
E cagámos na cena...
Ora...
4h00 da manhã...
Qual não é o meu espanto quando ao sair da viatura do pequeno Migas vejo que no espaço em que deixei o meu bólide, existe nada mais nada menos que... ar.
FDX...
Alerta!!!
Não pode ser!!!
- "Pah! o meu carro ???"
- "Não acredito!"
Resultado: conta bancária reduzida em 90€ (50€ do reboque, 10€ por dia no parque da polícia mais 30€ de multa de mau estacionamento, que ainda falta pagar!).
Ilações a tirar:
1- não deixar o carro num sítio onde os carros e os elétricos passem à vontade mas os elétricos ENORMES que andam a fazer a verificação das linhas (que aposto que não é todos os dias) não o façam.
2- quando lampiões giram sem parar durante cerca de 2h ao pé do nosso carro... vão ver o que é. Pode ser que seja importante, quem sabe!
Sonho...
"Olhando de perto, um sonho não é uma coisa sem perigo. É como uma pistola com dois gatilhos. Se vive muito tempo acaba por ferir alguém."
William Faulkner
21.3.06
Aleluia 2!!!
Até que enfim, depois de 6 meses sem a, indispensável nos dias que hoje correm, internet... eis que... num acto de pura loucura, lá me chega a tão ansiada palavra-passe e o respectivo username.
Após várias e duras etapas... ei-la... pronta a ser utilizada!
:D
Cá vou eu, qual surfista.... navegar na "minha" internet!
Após várias e duras etapas... ei-la... pronta a ser utilizada!
:D
Cá vou eu, qual surfista.... navegar na "minha" internet!
3.3.06
Aleluia!!!
Finalmente!
Acabou a tortura!
Sim, é verdade, é o termino do meu estágio na empresa Logiciel, Lda.
Ao fim de muitas horas "mortas" e de muitos lamentos, acabou... por fim, e até que enfim!
Acabou a tortura!
Sim, é verdade, é o termino do meu estágio na empresa Logiciel, Lda.
Ao fim de muitas horas "mortas" e de muitos lamentos, acabou... por fim, e até que enfim!
A mesma coisa...
"Sinto que, ainda ao dizer que sou sempre diferente, disse sempre a mesma coisa."
Bernardo Soares, Fernando Pessoa
27.2.06
Pequenas maravilhas...
Depois de ontem à tarde, um domingo solarengo de inverno, ter visto isto observo como as pequenas maravilhas do mundo me causam um efeito estrondoso... O simples descansar em casa numa tarde de domingo depois de um fim-de-semana de ininterrupta "maluqueira" e deleitar-me com estas pequenas grandes obras da 7ª arte, é por si só... uma maravilha!
20.2.06
O meu "pequeno" eu...
Quero caminhar até... ao ponto de partida.
A lugares onde nada, mas mesmo nada, tem importância senão o caminho insinuoso que é a vida.
A tempos onde tudo parece enorme, gigantesco, novo, fresco e onde as nossas figuras paternais parecem indestrutíveis e perfeitas.
Quero retroceder... deste ponto de ida.
A irrepetíveis momentos que, por irrepetíveis serem, jamais se irão apagar da minha "tábua rasa", cheia de experiências experimentadas.
A novos paladares.
A novas fragâncias.
A novos costumes.
Aos "velhos" tempos em que tudo girava à volta do meu pequeno universo!
Ah...
Era eu e o mundo... e o mundo era meu!
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida."
A lugares onde nada, mas mesmo nada, tem importância senão o caminho insinuoso que é a vida.
A tempos onde tudo parece enorme, gigantesco, novo, fresco e onde as nossas figuras paternais parecem indestrutíveis e perfeitas.
Quero retroceder... deste ponto de ida.
A irrepetíveis momentos que, por irrepetíveis serem, jamais se irão apagar da minha "tábua rasa", cheia de experiências experimentadas.
A novos paladares.
A novas fragâncias.
A novos costumes.
Aos "velhos" tempos em que tudo girava à volta do meu pequeno universo!
Ah...
Era eu e o mundo... e o mundo era meu!
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida."
Johann Goethe
17.2.06
16.2.06
Agostinho da Silva
Companheiros e Amigos
«A História de Portugal, inteligente, documentada, válida e duradoura, diz que a Nação nasceu por; se fixou por; se defendeu com pinheirais e castelos sempre por; navegou por; entristeceu e se alegrou por; finalmente acabou por.
Aquela História de Portugal pela qual eu vou, História sentimental e fantasiosa, meio inventada talvez em muito ponto, garante-me logo de começo que a Nação nasceu para, se definiu para; casou para; navegou para; desanimou para e reagiu para e acabará para.
Eu me explico tanto quanto posso.
Nasceu para ocupar a melhor das costas, dando naturalmente para o mar, mas sobretudo para o Oceano, que permite ir a todo o lado; para aprender a bolinar; para completar o Império Romano que soberanos e legiões tinham deixado só como esboço, com uns lambiscos de Europa e una desembarcadouros de África e umas vagas idéias de Ásia; para universalizar Direito tirado pelos romanos da Filosofia grega, como engenharia baseada no Euclides; lógica de guerrear da de pensar; para, depois de ouvir Isabelinha de Aragão, projectar para o mundo inteiro o entender e adorar o Divino, de ser criança o maior dos milagres, de não se ter de ganhar a vida, o que a amesquinha, e de não haver prisões, nem as de grades, nem sobretudo, porquanto piores, as que são de dúvidas.
Têem razão os sábios, que tanto respeito, que Portugal foi por; mas insisto em pensar, sem autoridade alguma, que Portugal sempre foi, sempre é e sempre será para.
Obrigando-nos a todos nós, a que sejamos para, servindo-nos para tal do que somos por.
Vocês não acham?»
«A História de Portugal, inteligente, documentada, válida e duradoura, diz que a Nação nasceu por; se fixou por; se defendeu com pinheirais e castelos sempre por; navegou por; entristeceu e se alegrou por; finalmente acabou por.
Aquela História de Portugal pela qual eu vou, História sentimental e fantasiosa, meio inventada talvez em muito ponto, garante-me logo de começo que a Nação nasceu para, se definiu para; casou para; navegou para; desanimou para e reagiu para e acabará para.
Eu me explico tanto quanto posso.
Nasceu para ocupar a melhor das costas, dando naturalmente para o mar, mas sobretudo para o Oceano, que permite ir a todo o lado; para aprender a bolinar; para completar o Império Romano que soberanos e legiões tinham deixado só como esboço, com uns lambiscos de Europa e una desembarcadouros de África e umas vagas idéias de Ásia; para universalizar Direito tirado pelos romanos da Filosofia grega, como engenharia baseada no Euclides; lógica de guerrear da de pensar; para, depois de ouvir Isabelinha de Aragão, projectar para o mundo inteiro o entender e adorar o Divino, de ser criança o maior dos milagres, de não se ter de ganhar a vida, o que a amesquinha, e de não haver prisões, nem as de grades, nem sobretudo, porquanto piores, as que são de dúvidas.
Têem razão os sábios, que tanto respeito, que Portugal foi por; mas insisto em pensar, sem autoridade alguma, que Portugal sempre foi, sempre é e sempre será para.
Obrigando-nos a todos nós, a que sejamos para, servindo-nos para tal do que somos por.
Vocês não acham?»
Agostinho da Silva
15.2.06
"Progresso contínuo do Passado"
Não existe [...] matéria mais resistente nem mais substancial (o tempo). Porque a nossa duração não é apenas um instante a seguir ao outro; se fosse, nunca haveria mais nada além do presente - nenhum prolongamento do passado na actualidade, nenhuma evolução, nenhuma duração concreta. A duração é o progresso contínuo do passado que morde o futuro e vai inchando à medida que avança. E, como o passado cresce sem parar, não há nenhum limite à sua preservação. A memória [...] não é uma faculdade de arrumar recordações numa gaveta, ou de inscrevê-las num registo [...] Na realidade, o passado preserva-se a si mesmo, automaticamente. Provavelmente acompanha-nos na sua totalidade a cada instante [...]
Henri Bergson, in «A Evolução Criadora»
14.2.06
É "mais um dia"...
Não... não é a música extremamente irritante e repititiva que passa nos "morangos"...
É simplesmente mais um dia em que o consumismo se instalou de forma abrupta para nos fazer ficar mais parvos, estúpidos e pobres... e em alguns casos até felizes!
Tal como o "Dia do Pai", "Dia da mãe", "Dia da Criança"... etc.. e mais recentemente o "Dia da Avó", o "Dia de S. Valentim", vulgo "Dia dos Namorados" é mais um dia instaurado pela nossa sociedade de consumo para nos levar a isso mesmo, consumir.
"Dia dos Namorados"...
Não será todos os dias e sempre que os namorados o quiserem??...
Ou é simplesmente um dia que serve para lembrar as pessoas de que têm namorado/a e até para servir como base de discussão, do género:
- Esqueceste-te do Dia dos Namorados?! Não te perdoo!
Ridículo ao ponto de conseguir chatear aquilo para o qual este dia serve, quando o efeito pretendido é, não só gastar uns "tostões", exactamente o oposto!
É simplesmente mais um dia em que o consumismo se instalou de forma abrupta para nos fazer ficar mais parvos, estúpidos e pobres... e em alguns casos até felizes!
Tal como o "Dia do Pai", "Dia da mãe", "Dia da Criança"... etc.. e mais recentemente o "Dia da Avó", o "Dia de S. Valentim", vulgo "Dia dos Namorados" é mais um dia instaurado pela nossa sociedade de consumo para nos levar a isso mesmo, consumir.
"Dia dos Namorados"...
Não será todos os dias e sempre que os namorados o quiserem??...
Ou é simplesmente um dia que serve para lembrar as pessoas de que têm namorado/a e até para servir como base de discussão, do género:
- Esqueceste-te do Dia dos Namorados?! Não te perdoo!
Ridículo ao ponto de conseguir chatear aquilo para o qual este dia serve, quando o efeito pretendido é, não só gastar uns "tostões", exactamente o oposto!
8.2.06
6.2.06
3.2.06
Travessia
Aconteça o que acontecer... não quero ser eu a perder...
Tenho 20 anos e um mundo inteiro por conhecer...
E a vida que eu quero não passa de um sonho...
A vida que eu quero não passa de um sonho... por viver...
Agora só quero tudo o que não tenho e não consegui...
Agora só quero ver aquilo que ainda não vi...
Agora só quero viver e deixar viver em paz...
Talvez um dia te sintas como eu hoje me senti...
Passei uma vida calado, agora tenho de falar...
Por cada dia que fico parado... o mundo não pára de girar...
E cada vez que eu penso no que deixei para te agradar...
O meu coração sufoca como se fosse rebentar...
Agora só quero tudo o que não tenho e não consegui...
Agora só quero ver aquilo que ainda não vi...
Agora só quero viver e deixar viver em paz...
Talvez um dia te sintas como eu hoje me senti...
Agora só quero viver e deixar viver em paz...
Tenho 20 anos e um mundo inteiro por conhecer...
E a vida que eu quero não passa de um sonho...
A vida que eu quero não passa de um sonho... por viver...
Agora só quero tudo o que não tenho e não consegui...
Agora só quero ver aquilo que ainda não vi...
Agora só quero viver e deixar viver em paz...
Talvez um dia te sintas como eu hoje me senti...
Passei uma vida calado, agora tenho de falar...
Por cada dia que fico parado... o mundo não pára de girar...
E cada vez que eu penso no que deixei para te agradar...
O meu coração sufoca como se fosse rebentar...
Agora só quero tudo o que não tenho e não consegui...
Agora só quero ver aquilo que ainda não vi...
Agora só quero viver e deixar viver em paz...
Talvez um dia te sintas como eu hoje me senti...
Agora só quero viver e deixar viver em paz...
Cool Hipnoise
2.2.06
Estou Cansado
Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto -
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto -
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Álvaro de Campos
Reflexão I
"De cada um, de acordo com suas habilidades, a cada um, de acordo com suas necessidades."
Karl Marx
31.1.06
Confuso
Confuso,
Baralhado,
Distante...
Emoções que partilho com a minha geração.
Confuso por não saber ainda o que quero, para que o quero, e quando o quero,
Baralhado pela teia da vida que me envolve num emaranhado de situações indescritíveis,
Distante de tudo... por vezes...
Encontro-me longe deste mundo, dou por mim envolto numa nebulosidade, numa indefinição do que é físico, não sei o que me rodeia, as sensações que transporto, se é verdade, se é mentira, a definição do tempo, sim... o tempo!
Baralhado,
Distante...
Emoções que partilho com a minha geração.
Confuso por não saber ainda o que quero, para que o quero, e quando o quero,
Baralhado pela teia da vida que me envolve num emaranhado de situações indescritíveis,
Distante de tudo... por vezes...
Encontro-me longe deste mundo, dou por mim envolto numa nebulosidade, numa indefinição do que é físico, não sei o que me rodeia, as sensações que transporto, se é verdade, se é mentira, a definição do tempo, sim... o tempo!
30.1.06
NEVE!!
É verdade, nevou na cidade das sete colinas!
Só o soube devido ao estridente barulho efectuado pelas minhas, não menos ruidosas, vizinhas!
"TÁ A NEVAR!! TÁ A NEVAR!!" - gemiam elas, desamparadas e sem ninguém que as calasse!
Nevou... é verdade!
Tava frio... é verdade!
Muito frio... também verdade!
Estava eu na minha casinha, embrulhado no belo do meu pijama, envolto no meu não menos famoso robe, quando ouço uma barulheira tal que resolvo ir à janela, não que eu seja como as "cuscas" das minhas vizinhas, mas simplesmente porque num domingo de inverno que se manifestava com 2ºC, ninguém tem sequer fôlego para andar à porrada na rua! "porrada na rua" -> hábito comum nos bairros típicos.
Posto isto, resolvo ir à janela da varanda, e qual não é o meu espanto quando me deparo com ligeiros flocos de neve a caírem mesmo em plena Lisboa! É a alegria!
Olho em redor, e estão os belos habitantes do bairro envoltos nos seus, não tão famosos, robes agarrados ao telemóvel a dar as boas novas a quem por lá não se encontra!
Isto das novas tecnologias veio fazer muita gente feliz...
A verdade é que se não fossem as estridentes das minhas vizinhas, nunca me iria eu ter lembrado de ir à janela num dia em que até as unhas dos pés encaracolavam, tal não era a temperatura agradável que se fazia sentir!
Queridas e ruídosas vizinhas...
O meu sincero Obrigado!
Só o soube devido ao estridente barulho efectuado pelas minhas, não menos ruidosas, vizinhas!
"TÁ A NEVAR!! TÁ A NEVAR!!" - gemiam elas, desamparadas e sem ninguém que as calasse!
Nevou... é verdade!
Tava frio... é verdade!
Muito frio... também verdade!
Estava eu na minha casinha, embrulhado no belo do meu pijama, envolto no meu não menos famoso robe, quando ouço uma barulheira tal que resolvo ir à janela, não que eu seja como as "cuscas" das minhas vizinhas, mas simplesmente porque num domingo de inverno que se manifestava com 2ºC, ninguém tem sequer fôlego para andar à porrada na rua! "porrada na rua" -> hábito comum nos bairros típicos.
Posto isto, resolvo ir à janela da varanda, e qual não é o meu espanto quando me deparo com ligeiros flocos de neve a caírem mesmo em plena Lisboa! É a alegria!
Olho em redor, e estão os belos habitantes do bairro envoltos nos seus, não tão famosos, robes agarrados ao telemóvel a dar as boas novas a quem por lá não se encontra!
Isto das novas tecnologias veio fazer muita gente feliz...
A verdade é que se não fossem as estridentes das minhas vizinhas, nunca me iria eu ter lembrado de ir à janela num dia em que até as unhas dos pés encaracolavam, tal não era a temperatura agradável que se fazia sentir!
Queridas e ruídosas vizinhas...
O meu sincero Obrigado!
24.1.06
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